Sintomas Prostáticos

HoLEP: Tratamento a Laser para Próstata Aumentada Sem Cortes

HoLEP: Tratamento a Laser para Próstata Aumentada

A hiperplasia prostática benigna, conhecida pela sigla HPB, é o aumento não canceroso da próstata. Essa alteração se torna mais frequente com o avanço da idade e pode contribuir para sintomas como dificuldade para iniciar a micção, jato urinário fraco, necessidade de urinar várias vezes e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Esses sintomas, no entanto, também podem estar relacionados a outras alterações da bexiga ou do trato urinário. Por isso, a avaliação com um urologista é importante antes de definir a causa e o tratamento mais adequado.

O tratamento da HPB pode envolver acompanhamento, mudanças de hábitos, medicamentos ou procedimentos cirúrgicos. A escolha depende da intensidade dos sintomas, dos exames, do volume da próstata, das condições de saúde e das preferências do paciente.

Entre as opções cirúrgicas está a enucleação da próstata com laser de hólmio, conhecida como HoLEP. Trata-se de um procedimento endoscópico realizado pela uretra para remover o tecido prostático responsável pela obstrução da passagem da urina.

O que é o HoLEP? Entenda o Procedimento a Laser

HoLEP é a sigla em inglês para enucleação da próstata com laser de hólmio. Durante o procedimento, o cirurgião introduz um instrumento endoscópico pela uretra, sem a necessidade de cortes externos.

O laser é utilizado para separar a parte interna aumentada da próstata de sua cápsula. Em seguida, o tecido é fragmentado dentro da bexiga e retirado por meio do próprio endoscópio.

O material removido costuma ser encaminhado para exame anatomopatológico. Essa análise pode identificar alterações não suspeitadas, inclusive câncer incidental. O HoLEP, entretanto, não substitui os exames e a investigação específica para câncer de próstata.

Quando o HoLEP é Indicado para Próstata Aumentada?

O HoLEP pode ser considerado para homens com sintomas urinários moderados ou intensos relacionados à obstrução prostática, especialmente quando o tratamento conservador ou medicamentoso não proporciona melhora suficiente.

A cirurgia também pode ser avaliada em situações como:

  • retenção urinária recorrente ou refratária;
  • infecções urinárias recorrentes relacionadas à obstrução;
  • cálculos na bexiga;
  • episódios repetidos de sangue visível na urina atribuídos à HPB;
  • repercussões da obstrução sobre a bexiga, os ureteres ou os rins.

A presença de uma dessas condições não significa, isoladamente, que o HoLEP seja obrigatório. A indicação depende da avaliação clínica, dos exames, das condições gerais do paciente e da experiência da equipe com as diferentes técnicas disponíveis.

Benefícios do HoLEP: Melhora do Fluxo Urinário e Recuperação

Quando bem indicado, o HoLEP pode melhorar o fluxo urinário, reduzir o resíduo de urina na bexiga e aliviar sintomas associados à obstrução prostática.

O procedimento pode ser utilizado em diferentes volumes de próstata e permite a retirada de uma quantidade ampla do tecido que causa a obstrução. Estudos comparativos também apontam menor perda de sangue e períodos mais curtos de sonda e internação em relação a algumas técnicas tradicionais.

Esses benefícios não são iguais para todas as pessoas. O resultado depende das características do paciente, da função da bexiga, do tamanho da próstata, da presença de outras doenças e da experiência do cirurgião.

Quais os Riscos e Efeitos Colaterais do HoLEP?

Como qualquer cirurgia, o HoLEP apresenta riscos. Nos primeiros dias ou semanas, podem ocorrer ardor ao urinar, sangue na urina, aumento da frequência urinária e urgência para chegar ao banheiro.

Alguns pacientes apresentam dificuldade temporária para controlar a urina, especialmente aos esforços. Na maioria dos casos, essa perda urinária melhora ao longo da recuperação, mas situações persistentes podem exigir avaliação e tratamento específicos.

Outros riscos incluem infecção urinária, dificuldade para urinar após a retirada da sonda, necessidade de recolocação temporária do cateter, sangramento, estreitamento da uretra ou do colo da bexiga e persistência de parte dos sintomas urinários.

Complicações importantes são menos frequentes, mas devem ser discutidas individualmente antes do procedimento.

HoLEP e Função Sexual: Impacto na Ereção e Ejaculação

A função erétil geralmente é preservada após o HoLEP, embora a resposta individual possa variar.

Uma consequência frequente é a alteração da ejaculação. Após a cirurgia, o sêmen pode deixar de sair pela uretra durante o orgasmo e seguir em direção à bexiga, situação conhecida como ejaculação retrógrada.

A ejaculação retrógrada normalmente não oferece risco à saúde, e a sensação de orgasmo costuma permanecer. Entretanto, a sensação pode mudar e a capacidade reprodutiva pode ser afetada. Homens que desejam ter filhos devem conversar sobre fertilidade com o urologista antes da cirurgia.

Recuperação Pós-HoLEP: O Que Esperar Após a Cirurgia?

Após o procedimento, geralmente é utilizada uma sonda vesical para drenar a urina e permitir a irrigação da bexiga quando necessário. O tempo de permanência da sonda e da internação varia conforme a evolução clínica e o protocolo do serviço.

Alguns pacientes recebem alta no mesmo dia, enquanto outros permanecem no hospital por um curto período. O retorno ao trabalho, à atividade física e à vida sexual deve seguir as orientações da equipe responsável.

Durante a recuperação, pode haver sangue na urina, urgência, aumento da frequência urinária e pequenos escapes de urina. Sintomas relacionados ao funcionamento da bexiga podem levar mais tempo para melhorar do que a obstrução causada pela próstata.

Sangramento intenso, presença de coágulos volumosos, incapacidade para urinar, febre, dor intensa ou piora importante do estado geral exigem contato com a equipe médica ou avaliação em um serviço de saúde.

O HoLEP Trata Câncer de Próstata? Entenda a Diferença

Não. O HoLEP é utilizado para tratar a obstrução provocada pelo crescimento benigno da próstata.

Embora o tecido retirado seja examinado e possa revelar um câncer que ainda não havia sido identificado, o procedimento não remove necessariamente toda a próstata e não substitui a avaliação indicada para investigação ou tratamento do câncer prostático.

O HoLEP é uma das opções cirúrgicas disponíveis para tratar a obstrução urinária associada à hiperplasia prostática benigna. Quando bem indicado e realizado por uma equipe experiente, pode proporcionar melhora duradoura do fluxo urinário e dos sintomas.

A decisão deve considerar benefícios, riscos, possíveis alterações ejaculatórias, outras técnicas disponíveis e as características individuais do paciente.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui consulta, diagnóstico, exames ou acompanhamento individualizado com um profissional de saúde.

Perguntas Frequentes

O HoLEP remove toda a próstata?

Não. A cirurgia remove principalmente a parte interna aumentada que causa a obstrução, preservando a cápsula prostática.

O HoLEP pode ser realizado em próstatas de qualquer tamanho?

O HoLEP pode ser utilizado em diferentes volumes prostáticos. A escolha depende da avaliação do paciente, da disponibilidade da técnica e da experiência da equipe.

A ejaculação retrógrada após o HoLEP é perigosa?

Em geral, não oferece risco direto à saúde. Entretanto, pode afetar a fertilidade e alterar a experiência sexual.

É necessário algum preparo especial antes do procedimento HoLEP?

Sim, como em qualquer cirurgia, são necessários exames pré-operatórios e uma avaliação completa da saúde do paciente. O urologista fornecerá todas as orientações específicas sobre jejum, medicamentos e outros cuidados antes do HoLEP.

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